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Morre Nelson Mandela, a lança da nação africana.
“Madiba”, um dos libertadores da África Colonizada, morreu
aos 95 anos.
Aos 95 anos de idade, desaparece um dos libertadores da África
Colonizada e um dos últimos campeões africanos que lutou contra o colonialismo
europeu. Nelson Mandela, nascido em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu
(África do Sul), pertenceu a uma geração formidável de rebeldes e
revolucionários terceiro-mundistas que emergiu no após-Segunda Guerra Mundial.
A meta deles era simples: livrar seus países, e milhões de africanos, do
domínio estrangeiro, do jugo do homem branco. Algo que se prolongava desde o
século 16 e, de modo mais intenso, no transcorrer do século 19.
Por primeiro, os europeus vieram na forma de traficantes de especiarias
e escravos, plantando inúmeras feitorias no litoral da África Ocidental,
principalmente no golfo de Guiné e de Angola. Assim por alto, se acredita que
sugaram do solo africano 9 milhões de homens e mulheres, levados sob ameaça do
chicote para diversas partes do Novo Mundo nos porões tétricos e fétidos dos
navios negreiros, expondo as páginas mais terríveis da história da humanidade
em qualquer tempo.
Acicatados pela competição, as principais potências colonialistas da
Europa (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Portugal, Bélgica e Itália), pelas
alturas da segunda metade do século 19, tratam de, cada uma, reservar um naco
do território africano. O interior do Continente Negro, ainda não devassado,
foi conquistado por expedições organizadas a partir do litoral. No final
daquele século, a África por inteiro havia sido retalhada pelos europeus que,
cada um a seu modo, fixaram as respectivas fronteiras das suas possessões.
Desta feita, com a supressão geral da escravidão no Mundo Ocidental, a
partir de 1848, eram os recursos minerais e agrícolas que interessavam aos
exploradores forâneos. Em grilhões, a África, "colônia de todas as metrópoles",
permaneceu assim até o pós-Segunda Guerra Mundial.
Eviscerado, exausto e abatido por duas grandes guerras, a de 1914-1918 e
a de 1939-1945, o Poder Colonial começou a enfraquecer. Aproveitando-se da
hesitação do braço do feitor, milhares de africanos começaram a se mobilizar em
favor da libertação do seu infeliz continente. Surgiram então, por todos os
lados, os líderes que iriam insuflar as massas colonizadas à rebelião: Ahmed
Sékou Touré, Félix Houphouët-Boigny, Kwame Nkrumah, Robert Mugabe, Julius
Nyerere, Patrice Lumumba, Jomo Kenyatta, Samora Machel, José Eduardo dos Santos
e, entre eles, Nelson Mandela. No panorama internacional, ele foi precedido por
Mahatma Gandhi, o libertador da Índia, e pelo reverendo norte-americano Martin
Luther King, seu contemporâneo, que liderou o movimento pelos Direitos Humanos
a favor dos negros americanos (1956-1968).
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"Quando penso no passado,no tipo de coisas que me fizeram,sinto-me furioso,mas,mais uma vez, isso é apenas um sentimento.O cérebro sempre domina e diz-me tem um tempo:tens um tempo limitado de estadas na terra e deves tentar usar esse período para transformar o teu pais naquilo que desejas."
-Nelson Mandela